Tá chegando a hora!
Mais um carnaval, mais uma etapa desta jovem e velha Nação Encanto do Pina!

O Encanto é jovem em sua data de fundação, mas traz dentro de si toda a experiência de suas avós, mãe Maria de Sônia, a yalorixá que fundou o Encanto e a querida “vó” Maria da Quixaba, além de outras mulheres de muito significado para todos do Ylê Axé Oxum Deym.
Nossas avós são nossa biblioteca espiritual.
Encanto do Pina é vovó!
É esta a homenagem especial que a Nação do Maracatu Encanto do Pina faz à elas: um desfile todo dedicado à estas mulheres corajosas, às yalorixás, às mães, às guardadoras axé!
“Nosso ouro não é só metal / Precioso da mamãe Oxum
É força, é sabedoria / Palavra de negra que sofreu um dia”
Mulheres e homens, incógnitos, desconhecidos, talvez, de um futuro escrito, mas responsáveis pela formação das mulheres e homens que hoje fazem do maracatu de baque virado o espelho da cultura brasileira.
Eudes Chagas é um de nossos avós!
O Encanto promove a cada ano um desfile com pessoas da comunidade, que trabalham 12 meses para que suas crianças, do Encantinho, continuem essa tradição.
Em 2018 essa comunidade, junto com pessoas de fora que sabem o respeito que devemos ter aos nossos ancestrais, às vovós e vovôs, estão construindo uma linda apresentação para Recife:







































Um ano após a partida do meu marido amado, no carnaval de 2017 trabalhei junto com os Mestres das referidas nações, com o grupo Voz Nagô e Paz Brandão na concepção de uma linda homenagem à Naná durante a abertura do carnaval, que serviu de cenário para essa celebração cultural, concebida pelo mesmo durante 15 anos consecutivos. Anos de lutas, de sorrisos e de lágrimas. Lágrimas de emoção e de tristeza por cada não recebido na tentativa de dar continuidade ao movimento. Mas a cada não serviu de motivação para a abertura desses caminhos.
Agora eu, Patrícia Vasconcelos, uma simples mortal no meu luto, luto para que esse movimento e espetáculo das Nações CONTINUE e FRUTIFIQUE, porque Naná viu mais do que a música, Naná viu o outro. O outro que forma as nossas comunidades, o outro que chega do trabalho correndo com sua Alfaia, Abê, Ganzá, etc. para se preparar e mostrar ao mundo a sua dignidade, e sua dignidade vem através da música.













































































